Quem é Santa Margarida Maria Alacoque

Margarida Maria nasceu na Borgonha, Franca, no dia 22 de julho de 1674. Sua família era religiosa, honesta, de boa posição, reputação e seriedade.Desde os 3 anos de idade já repudiava qualquer ato que ofendesse a Deus. Cresceu se dedicando à oração, à penitência e à caridade. Quando tinha algum dinheiro, dava-o aos pobres para os estimular a se aproximar dela que aproveitava para ensinar-lhes o catecismo e a oração.
Dos quatro aos sete anos de idade morou com sua madrinha em um castelo. Naquele ambiente sereno e austero começou sua formação. Com a morte da madrinha, Margarida retornou à casa paterna. Porém, logo seu pai também faleceu e sua mãe a encaminhou como pensionista em um convento de Clarissas, onde recebeu uma sólida formação moral alicerçada sob hábitos da modéstia e da discrição. Sua educação foi complementada com o ensino da música, pintura e dança, desenvolvendo uma postura de delicadeza e o bom gosto.
O silêncio dos claustros e a convivência com a modéstia e o espírito de oração das irmãs sensibilizaram Margarida para a vida religiosa. Entretanto, naquela época, contraiu uma doença grave levando-a a retornar à casa de sua mãe, por cerca de quatro anos.
Com a morte de seu pai, os bens da família passaram a ser administrados por um cunhado avarento que lhe impunha injustiças e humilhações. Às vezes chegava a mendigar pão ao vizinho. Passava horas rezando num canto do jardim ou refugiava-se na Capela da aldeia, e o tio acusava-a de sair de casa para ver os rapazes.
Era Deus que permitia esses sofrimentos para prepará-la para a vida de renúncia e expiação que depois abraçaria com entusiasmo. Santa Margarida Maria devia pregar a devoção da reparação e do desagravo ao Sagrado Coração de Jesus e por isto recebeu extraordinárias graças místicas.
A compreensão do valor do sofrimento na vida espiritual foi crescendo nela, passando a ser uma das características de sua santidade.Em um de seus pronunciamentos declarou: "Deus deu-me tanto amor à Cruz que não consigo viver um momento sem sofrer: mas sofrer em silêncio, sem consolo, alívio ou compaixão; e morrer com Este Soberano da minha alma, sob o peso de toda sorte de opróbrios, dores, humilhações, esquecimentos e desprezos..."